
Muitos autores quando vão escrever um livro sobre programação optam por usar o Windows como sistema base para às explicações. Eles geralmente chegam à essa conclusão usando as seguintes estatísticas:
Sistemas operacionais nos Desktops no ano de 2006. Fonte: Info Online
- Windows 94%
- Mac OS 4,1%
- Linux 0,37%
Sim o Linux só possui essa misera fatia de mercado. Mas o autor usa o Windows como base pensando em uma maior compatibilidade com o sistema operacional que seus leitores usam.
Porém desses 94% , 93,85% são leigos que só sabem usar o Windows Live Messenger e o Orkut.
Se o autor analisasse o seu público, perceberia que mais de 60% usam o sistema operacional Linux.
Mas por que tantos programadores preferem o Linux ao invés do Windows?
Um dos principais fatores para essa preferência, é o fato do Linux ter seu código aberto. Os programadores gostam de ver o código fonte do programa em que estão trabalhando, um exemplo de programa que muitos programadores amam é o Gcc, software criado por Richard Stallman. Um programador famoso que declarou ter uma certa “fascinação” pelo Gcc é o brasileiro Marcelo Tosatti.
Há também o fator do Linux permitir uma maior customização por parte do usuário, como temas, scripts e outras coisas que você pode criar para tornar sua distro mais funcional e ao seu gosto. Um fato interessante de se observar é que grande partes dos programas para Linux são software livre ou free, um exemplo disso é o Xara extreme que possui versão para Linux e Windows, à versão para Windows é paga, porém para Linux é completamente gratuita.
Grande parte das distribuições atualmente suporta mais linguagens que o Windows, como ruby, python, c++, etc..
Programadores gostam de ter controle completo sobre o sistema que está usando, até hoje não vi a seqüência de boot do Windows, já do meu Gentoo eu sei exatamente cada processo que é iniciado.
O Linux pode não estar exatamente famoso entre um simples usuário de um Desktop, mas entre os programadores com certeza já ganhou um certo “carinho”. ![]()
Eu prefiro programar no Linux!
Kate é uma maravilha para programar… C, Pascal, Java!
Prefiro o Linux realmente pela customização, pode-se adptar melhor o sistema todo a sua necessidade.
Além dos programas e IDEs melhores, como o kate ou o vim. Da pra automatizar bastante coisa.
Entre N outros motivos…
De onde você tirou essa estatística de que 60% dos programadores utilizam Linux?
Menos … Menos …
Aliás … de onde você tirou ideia de que Linux é o SO mais utilizado por programadores …
Paulo Costa.
Na verdade são 70% acontece que eu diminui para 60%, pois não achei o site aonde eu vi o resultado dessa pesquisa.
Concordo totalmente com o que o Diogo disse, acontece que eu esqueçi de falar do kate, vim e emacs.
Vou lhe dar um motivo mais forte: Meu professor da Faculdade programa em java e disse que usa windows só pra jogar pois ele compila 25% mais lento, além da instabilidade.
Eu faço a pergunta semelhante ao Paulo…
De onde você tirou o “Porém desses 94% , 93,85% são leigos que só sabem usar o Windows Live Messenger e o Orkut.”?
Nada contra o seu texto, muito bem escrito e com considerações importantes, mas citar estatísticas sem fontes é complicado…
Eu não concordo com estes valores, gostaria de ver os critérios desta pesquisa(se alguém localizar esta pesquisa favor comentar, porque eu não achei)…
Nada contra o artigo porém…
Os números citados pela Info representam apenas o market share de cada sistema em 2006. E só.
Programo para Linux há alguns anos e, na minha humilde opinião, esses números (60%-70%)
parecem bastante inchados (para não dizer chutados). Sempre desconfio de números tão redondinhos. Eles não parecem verdadeiros.
Infelizmente, a omissão da fonte (pelo motivo citado) impede que se avalie sua confiabilidade: pode ser um caso de compreensão errônea da natureza da estatística ou uma simples enumeração de circunstâncias favoráveis.
Alguns autores podem, sem dúvida, optar por escrever baseados apenas no market share de um sistema. Mas não parece lógico supor isso. É mais lógico supor que um autor escreve, em primeiro lugar, baseando-se em seu grau de conhecimento sobre um determinado assunto. Se não fosse assim, haveriam muito poucos livros dedicados ao pinguim, cujo market share é de apenas 0,37% - como citado. Sei que no Brasil há poucos mesmo (mas o quadro está mudando). Na na Europa e Estados Unidos tenho constatado a existência de literatura farta sobre Linux, tanto para leigos como para programadores.
Além disso, o autor que escreve especificamente para programadores sabe que seu público está além do uso de Messenger e Orkut. Se ele optou e por quê optou escrever para programadores Windows ou Linux é outra história.
Finalmente, nós, usuários e programadores Linux, que já passamos da fase de defesa incondicional do sistema, podemos ser justos: diante da inquestionável quantidade de programas existentes para Windows (independente de se ter acesso ou não ao código), não parece lógico supor que apenas 0,15% (dos 94% citados) sejam não-leigos.
Em resumo: seria bom descobrir a tal fonte - se ela existir - para sairmos do terreno das suposições.
Abraços a todos.
Ubaldo. Não me referi à programadores que programam para o Windows ou Linux, mas sim sobre autores que usam o Windows como base. Um exemplo é o livro c++ absoluto, ele usa como compilador o Microsoft Visual C++, que é um compilador somente disponível para Windows. Sobre os números, gostaria de dizer que vou estar procurando sim a fonte e publica-lá aqui.
Abraços